Por favor, me respeite. Nem sempre eu me respeitei. Muitas vezes me passei a perna, puxei meu próprio tapete, esqueci de mim e de tudo que eu queria, me maltratei. Muitas vezes me machuquei de propósito, me fiz sofrer gratuitamente. E me arrependo. Me arrependo, sim. Me arrependo, mesmo. Já me pedi desculpa, já me perdoei, não adianta a gente carregar uma cruz pesada, insuportável, não adianta a gente bater com a cabeça na parede e se ferir, a gente tem que se perdoar. Então, me perdoei. Posso pedir uma coisa para você? Me perdoe também. Desculpa se às vezes falo sem pensar, se vomito as coisas de uma forma boba, se sou criançola, mimada e estúpida, se sou tão cabeça-dura a ponto de ficar cegueta. Desculpa se às vezes fico surtada e emburrada. Desculpa se meu orgulho é um dos meus piores defeitos. Desculpa se tenho um lado crítico bem forte. Desculpa se sou ciumenta com as minhas coisas. Desculpa se nem sempre eu sou doce. Desculpa se muitas vezes eu faço birra como se tivesse 5 anos de idade. Desculpa se eu não sou uma pessoa tão boa assim. Desculpa, desculpa mesmo. Desculpa se tenho sentimentos estranhos como preguiça e todos os sete pecados capitais reunidos. Desculpa por ter os defeitos que os seres humanos têm - e eu não gosto. (…) ‘