MULHERES
Eu acho que ser mulher é a coisa mais bacana que existe. Nós somos complexas. Levemente malucas. Fofas. Temos obsessões por coisas que só nós entendemos. Morremos de frio quando a temperatura desce míseros graus. E viramos onça, quando preciso.
Somos, na verdade, seres completamente hormonais e emocionais. Nós inventamos a doçura (sabia?). E gostamos de criar (e recriar) por natureza.
É. Eu tenho ORGULHO de ser mulher. E gosto de dizer que JAMAIS queimaria meus sutiãs. Mas existem coisas que me fazem realmente ter inveja dos homens. ACREDITAM?
Primeiro, a facilidade deles em usar qualquer banheiro. Depois, o modo como eles ficam mais charmosos com o passar dos anos. E, por último (e não menos importante), a tal SOLIDARIEDADE MASCULINA. É. É bem aí que eu quero chegar. Parece haver um código de conduta entre os rapazes. Um acordo de auto-preservação. Uma espécie de pacto incondicional, que nasce com os homens junto com o “dito-cujo” e onde nenhum Clube da Luluzinha entra. Bom, pelo menos, não dessa forma.
Ah, como eu admiro os homens por isso! Olho para os tantos segredos que eles guardam de nós e penso: meninas, porque isso não acontece com a gente? Bom, deixe-me explicar. Com as mulheres, a coisa é bem diferente. Nós temos umas poucas - e fiéis - amigas pelas quais matamos e morremos. De resto, é horrível generalizar: mas as mulheres conseguem ser BEM desleais quando querem. É. Invejosas. Criadoras de intrigas. Verdadeiras cobras (bem-vestidas e cuidadosamente maquiadas, claro).
Eu me considero uma fiel defensora da ala feminina. Mas tenho que admitir que, nesse aspecto, os homens dão um banho na gente. Eles são muito mais cúmplices uns dos outros. Mais companheiros.
Meninas, vamos mudar esse quadro? Isso está ficando feio demais para nós. Eu acho lindo quando pergunto, para alguns amigos ou namorado, assuntos que não me dizem respeito e eles não me respondem de jeito nenhum. (Se o mesmo acontecesse com as mulheres, sei que elas contariam tudo para os moços). Talvez seja esse o mal feminino: nós adoramos FALAR. Sentimos que, assim, estamos sendo sinceras, conectadas com a verdade, mesmo que a lealdade com as outras mulheres seja posta à prova.
É, acho que chegamos ao xis da questão: nós, talvez, não tenhamos a mesma solidariedade masculina por um fator meramente cultural. Desde nossas tataravós, somos condicionadas a colocar os homens (pai, irmão ou marido) em primeiro lugar.
Bom, estamos numa era tecnológica. Vivemos numa modernidade EXTERNA inacreditável. Temos uma presidente mulher no poder. E continuamos, por dentro, as mesmas de sempre. O espartilho não nos deixa mais sem ar. Mas a sociedade, sim. E, apesar de nos mostrarmos liberadas e independentes, continuamos medindo nossos valores com o fato de termos – ou não – um bom marido ou namorado. Olha QUE MODERNO!
Bom… Eu não estava falando sobre a solidariedade feminina? É. Parece que quando um homem entra no meio, as mulheres se esquecem do que a gente SEMPRE deveria se lembrar: do feminino. É. E o feminino que mora em mim é o mesmo que mora em todas as mulheres e, que está aí, perdido desde os tempos em que as mulheres fiavam juntas e dançavam em volta das fogueiras. ENTENDERAM?
Por isso, aí vai o meu pedido (que não vai ser fácil nem pra mim, nem pra mulher alguma): vamos pegar o exemplo dos homens e, com isso, SERMOS MAIS MULHERES. Mais unidas. Mais amigas. Colocando o feminino (o nosso feminino), em primeiro lugar.
É, mulheres, chegou a hora de HONRARMOS nossos próprios sutiãs.
(Fernanda Mello)
Sim, tenho saudades… saudades do tempo em que minha única preocupação era escolher o sabor do sorvete, ficar comendo pasta de dente ao invés de escovar os dentes, correr que nem louco, brincar até cançar o suficiente pra chegar em casa e desmaiar na cama… sim, tenho saudades, saudades do tempo em que eu tinha que voltar pra casa 22:00 horas, saudades dos dias em que o dever de casa era somente escrever a letra “a” e não dizer as suas 50 bilhões de funções. Acho que qualquer pessoa que pudesse voltar a ser criança, voltaria sem nenhum arrependimento, ser criança é tudo. Não diga que a melhor idade é a 3º idade e nem a adolescência, porque quando se é idoso você tem tempo e não tem energia, quando se é adolescente você tem energia mas não tem tempo, mas quando se é criança, você tem todo o tempo do mundo e toda a energia possível. E o melhor é que você não tem que olhar pra rua pra atravessar, tem sempre alguém te segurando e cuidando de você, não é preciso se preocupar com o mundo. Viver é bom, mas ser criança é a melhor fase dessa curta vida…
…Não dá para viver de aparências. Somos o que somos. Sem máscara, sem fingimentos, sem esforço. Mas isso eu só entendi depois de algum tempo. E foi aí que comecei a viver de verdade.
Quer saber quando as coisas começaram a dar certo? Quando decidi que ia viver minha vida de modo que quando eu deitasse a cabeça no travesseiro me orgulhasse a cada segundo de erro por erro, acerto por acerto, defeito por defeito, qualidade por qualidade. Sem o menor medo, sem o menor pudor e com o maior respeito não por uma imagem que criei, mas por uma essência que é natural e sem retoques.E eu sou assim como você vê: sensível ao extremo, dramática até dizer chega, um pouco sem paciência com injustiça, dona de um humor terrível com gente burra, com um caminhão de defeitos chatos e outros tantos incorrigíveis, mas com uma franqueza no tom da voz e no brilho do olhar. Se você não gosta do meu natural, tudo bem, é direito seu. Não vou me maquiar na tentativa de você gostar de mim
“O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos. O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa. É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar.”
“Uma pessoa só se torna grande se ela se faz pequena para se tornar grande dentro de quem ama. Jamais peça para alguém amá-lo. Jamais peça para alguém admirá-lo. Amor, admiração, bem como respeito, são construídos sem pressão, no solo insubstituível da liberdade. São frutos de imagens construídas nas janelas mais íntimas do inconsciente.”
Por favor, me respeite. Nem sempre eu me respeitei. Muitas vezes me passei a perna, puxei meu próprio tapete, esqueci de mim e de tudo que eu queria, me maltratei. Muitas vezes me machuquei de propósito, me fiz sofrer gratuitamente. E me arrependo. Me arrependo, sim. Me arrependo, mesmo. Já me pedi desculpa, já me perdoei, não adianta a gente carregar uma cruz pesada, insuportável, não adianta a gente bater com a cabeça na parede e se ferir, a gente tem que se perdoar. Então, me perdoei. Posso pedir uma coisa para você? Me perdoe também. Desculpa se às vezes falo sem pensar, se vomito as coisas de uma forma boba, se sou criançola, mimada e estúpida, se sou tão cabeça-dura a ponto de ficar cegueta. Desculpa se às vezes fico surtada e emburrada. Desculpa se meu orgulho é um dos meus piores defeitos. Desculpa se tenho um lado crítico bem forte. Desculpa se sou ciumenta com as minhas coisas. Desculpa se nem sempre eu sou doce. Desculpa se muitas vezes eu faço birra como se tivesse 5 anos de idade. Desculpa se eu não sou uma pessoa tão boa assim. Desculpa, desculpa mesmo. Desculpa se tenho sentimentos estranhos como preguiça e todos os sete pecados capitais reunidos. Desculpa por ter os defeitos que os seres humanos têm - e eu não gosto. (…) ‘
É um tempo de espera. Mas, de uma espera ruim. Você acorda e pensa que tá tudo bem e lembra e tá tudo errado. Absurdamente errado. Não é tristeza que sinto, é assombramento…
“Eu não sou legal, não mesmo. Acho que sempre tenho razão e quando minhas previsões dão certo olho com a cara mais abominável do mundo, dou um sorriso irônico e falo o clássico eu-te-avisei. É que, em geral, eu tenho razão. Essa é a primeira –e mais importante – coisa que você precisa aprender a meu respeito. (…) Não sei receber elogios, fico sem saber o que fazer, me atrapalho e acabo trocando de assunto – quando não troco as pernas e tropeço em algum canto de mim. Sorrio para disfarçar desconfortos.Se eu não gosto de você é bem provável que você tenha medo do meu olhar. E eu posso simplesmente não gostar de você de graça. Se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu me entrego. Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito.”
-Mas você está triste sorrindo assim?
- Sim, tou sim
(insiste)- Mas você fica triste e sorri assim?
- É. É assim, sim
-Mas você consegue?
- Eu me acostumo
- Acostumou-se a ficar triste, moça?
- Não, me acostumei a sorrir de todo jeito